sábado, 7 de dezembro de 2013

KOMBI - A DESPEDIDA DA VELHA SENHORA

VOLKSWAGEN SEDIARÁ EXPOSIÇÃO DE KOMBI NA FÁBRICA ANCHIETA

  • Evento ocorre neste domingo, das 10 às 16 horas, em São Bernardo do Campo
  • Mais de 100 unidades do utilitário serão expostas
A Volkswagen sediará um encontro com proprietários e fãs da Kombi neste domingo, 8 de dezembro, no estacionamento da Fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. A exposição contará com mais de 100 unidades da Kombi, de diferentes anos de fabricação. O evento é organizado pelo Sampa Kombi Clube.

“O encontro com a Kombi é mais uma das homenagens que estamos promovendo e para celebrar o fim de produção de um ícone mundial da indústria automotiva. A Kombi fez diferença na vida de muita gente e vai deixar lembranças”, afirma Carlos Leite, gerente de Produto e Marketing de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil.

O evento ocorrerá das 10 às 16 horas e terá também cunho social. Os visitantes poderão colaborar com 2 kg de alimentos não perecíveis (exceto sal e açúcar), a serem doados para uma instituição de caridade.

Outra atração é que toda a alimentação oferecida no evento será preparada dentro de modelos Kombi. Cachorro-quente, pastel, acarajé, caldo de cana, milho e massas diversas estão entre os alimentos que serão preparados e vendidos por comerciantes em suas respectivas Kombi.

Despedida digna

A exposição na Fábrica Anchieta faz parte da ampla campanha produzida pela Volkswagen para homenagear o utilitário que começou a ser produzido em São Bernardo do Campo no dia 2 de setembro de 1957.

A primeira etapa da campanha, lançada em setembro, contava com um anúncio impresso que tinha como tema o “deslançamento” da Kombi e com o hotsite “www.vw.com.br/kombi”, onde usuários e fãs da “perua” contam histórias vividas com ela, enviando textos, fotos ou vídeos.

A partir dos relatos feitos no site, que já somam centenas de histórias, foram selecionadas algumas pessoas que estão sendo homenageadas pela Kombi  no “anúncio-testamento”, que foi publicado nos principais meios de comunicação do País. Entre os 15 “desejos da Kombi”, o 14º é o encontro exclusivo de unidades do modelo – evento deste domingo.

Kombi Last Edition – uma série mais do que especial

Um dos destaques da exposição deste domingo será a Kombi Last Edition, que chegou ao mercado nacional em setembro. Com produção limitada a 1.200 unidades, a edição especial é oferecida com preço sugerido de R$ 85 mil. A unidade 0001/1200 já está exposta no museu de Autostadt - a Cidade do Automóvel do Grupo Volkswagen, em Wolfsburg, na Alemanha.

A edição traz itens exclusivos como pintura tipo “saia e blusa”, acabamento interno de luxo e elementos de design que remetem às inúmeras versões do veículo fabricadas no País desde 1957. As unidades são numeradas e têm placa de identificação.

A pintura da Kombi Last Edition é azul, com teto, colunas e para-choques brancos. Uma faixa decorativa, também branca, circunda todo o veículo logo abaixo da linha de cintura. As rodas e as calotas são pintadas de branco. A grade dianteira superior é também pintada na cor azul da carroceria, assim como as molduras das setas e aros dos faróis.

Os pneus com faixa branca dão um toque a mais de requinte e nostalgia ao modelo. Os vidros são escurecidos e o vigia traseiro tem desembaçador elétrico. As setas dianteiras têm lentes de cristal branco. Nas laterais também se destacam os adesivos que identificam a série especial “56 anos – Kombi Last Edition”.

Serviço

Data: Domingo, 8 de dezembro, das 10 às 16 horas.
Local: Estacionamento da Fábrica da Anchieta da Volkswagen, Rodovia Anchieta, km 23,5 – São Bernardo do Campo.
Entrada: 2 kg de alimentos não perecíveis (exceto sal e açúcar)
Estacionamento grátis no local.

A informação está no site da VW do Brasil http://www.vwbr.com.br/ImprensaVW/default.aspx

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

FORD MAVERICK GT - EVOLUÇÃO

Um dos mais cobiçados automóveis produzidos no Brasil, hoje muito procurado por colecionadores, o Ford Maverick GT teve uma trajetória excepcional.




Com o fim da produção do Aero-Willys e do Itamaraty em 1971 a Ford do Brasil estudava trazer um carro para substituir os grandes sedãs.
Foram feitos vários estudos e pesquisas até que a montadora optou pelo Maverick,  que havia sido lançado nos EUA em abril  de 1969.


Tratado como projeto MH, em janeiro de 1971 a Ford importou sete Maverick para serem testados e "nacionalizados" aqui no Brasil.



A produção de um novo motor em uma nova fábrica da Ford dependia do governo federal brasileiro, o que só foi anunciado em 2 de março de 1972 pelo então presidente Garrastazu Médici à Lee Iacocca. Como a nova fábrica demoraria para ficar pronta a solução foi lançar o Maverick Super e o Super Luxo com o motor 6 cilindros do Aero-Willys/Itamaraty e o 8 cilindros o famoso 302 no GT.


Lançado oficialmente no Salão do Automóvel de 1972 o Ford Maverick chegou ao mercado em julho de 1973. Disponível em três versões, Super, Super Luxo e GT . O Maverick Super e o Super Luxo utilizavam o motor 6 cilindros em linha do Aero-Willys/Itamaraty, copm válvulas de admissão no cabeçote e válvulas de escape no bloco, comando único no bloco, tuchos mecânicos, 3016 cc, potência máxima de 112 HP, já o GT era equipado com um V8, comando único no bloco, 4950 cc, potência máxima 197 HP, carburador de corpo duplo, sistema de lubrificação com bomba de engrenagem centrífuga e filtro de elemento recambiável e atingia uma velocidade máxima de 178 km/h.


Câmbio de 4 marchas embreagem monodisco seco, direção mecânica tipo de esferas circulantes. 
Suspensão dianteira independente por molas elicoidais, amortecedores telescópicos de dupla ação, tensores longitudinais e barra estabilizadora. Traseira eixo rígido, molas semielípticas longitudinais, amortecedores telescópicos de dupla ação.
Freios hidráulicos, discos refrigerados na dianteira e tambores nas traseiras. Pneus com câmara, 4 lonas, Firestone Wide Oval D 70 S 14 e rodas de aço 6 polegadas calotas e sobre aros em aço escovado.
O painel com dois mostradores redondos, no da esquerda o velocímetro que registra até 200 km/h e odômetro, o da direita reúne o indicador de nível de combustível, luzes de pressão do óleo, da temperatura e do alternador. Entre eles um pequeno conta giros. No lado esquerdo destes mostradores estão os botões dos faróis e limpador de pára-brisas, sob o painel ficam o afogador (à direita) e os direcionadores da entrada de ar. Botão que comanda a abertura do capô e o freio de mão ficam à esquerda. Há ainda no painel o cinzeiro, acendedor de cigarros, porta-luvas, rádio e uma placa de metal com uma bandeira quadriculada e as letras GT.
Bancos dianteiros individuais em courvin.
O que mais chamava a atenção do GT eram suas faixas pretas nas laterais, capô dianteiro e painel traseiro.


Na grade dianteira os faróis de milha davam um ar agressivo ao carro.




Em agosto de 1973 o Ford Maverick GT custava Cr$ 39.398,00.

Em meados de 1974, com o intuito de homologar o kit quadrijet para as pistas, a Ford lança o Maverick Quadrijet. O comprador poderia optar em comprar o kit , comprar o motor inteiro ou o Maverick Quadrijet já com o novo motor. O kit completo custava em agosto de 1974 Cr$ 10.818,00.
O motor era basicamente o mesmo do Maverick GT : 76,20 mm curso e  101,65 mm de diâmetro; 4.950 cm³ ( 302 polegadas cúbicas); cabeço com tuchos de válvulas mecânico; coletores fundidos em alumínio da Edelbrok; comando de válvulas único central 270º Y-72C9PO862 acionado por corrente da Iskynderian. Mas a cereja do bolo era o carburador Holley quádruplo (quatro ventúris).


 Essas modificações deram ao Maverick GT Quadrijet mais 60 hp, que faziam o motor render 250 cv de potência e um torque de  41,6 mkg

Logo os Maverick começaram a fazer sucesso nas pistas.


Até 1976 não houveram mudanças no Maverick GT, porém com a crise do petróleo a Ford, que havia lançado o motor 2.300 cm³ de 4 cilindros, incorporou este motor ao GT no modelo 1977.

As mudanças externas se deram nas novas faixas







 A faixa sobre o capô dianteiro agora é dividade em duas partes por um friso na cor do carro e circundada na parte externa por um friso fino, além de cobrir uma parte interna das novas entradas de ar (falsas).







Nas laterais a faixa também mudou de posição, agora começa no recorte do pára-lamas. Na foto ao lado os números e letras indicavam o motor 2,3 litros de quatro cilindros.






O motor 4 cilindros em linha tinha diâmetro de curso 96,04 x 79,40 mm; 2.300 cm³ de cilindrada; taxa de compressão 7,8:1; comando de válvulas no cabeçote acionado por correia dentada; válvulas de admissão e escape no cabeçote acionadas diretamente pelos balancins apoiados em tuchos hidráulicos; potência máxima de 99 cv SAE a 5.400 rpm; torque máximo de 16,9 mkgf SAE a 3.200 rpm; alimentado por um carburador de corpo duplo e fluxo descendente.





 percorre a lateral do carro junto ao vinco, é interrompida pelo recorte do pára-lamas traseiro e termina atras com a palavra Maverick GT.









Nova grade dianteira em preto fosco assim como os frisos das janelas. As mesmas rodas de 6 polegadas com calotas e sobre aros em aço escovado, porém o centro da calota agora é em preto fosco e pneus radiais 205/70 HR 14.
Na traseira as novas lanternas dividas em três seções e com o painel também pintado em preto fosco. Na borda da tampa do porta malas foi colocada uma faixa mais grossa, com um filete envolvente e a palavra Ford pintada no centro.


Em dezembro de 1976 o Ford Maverick GT-4 custava Cr$ 77.319,00 e o Ford Maverick GT-V8 Cr$95.290,00


Última publicidade em que aparece o Ford Maverick GT


Em abril de 1979, com apenas 174 fabricados naquele mês, o último Ford Maverick deixa a linha de montagem. Assim se encerra a produção do "Muscle Car" brasileiro.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

BUGGY

Com o verão chegando nada como um Buggy para curtir a praia. Se for um Buggy dos anos 70 melhor ainda.
Em 1972 a revista 4 Rodas fez o teste com três modelos diferentes. Eram eles:

Woody Bug , o que se podia chamar de um Buggy puro. 
Mecânica VW com chassi encurtado em 37 cm, pneus Firestone Dune Bug em rodas aro 15 tala 12 polegadas atrás e aro 14 tala 9 polegadas na dianteira.
O motor VW 1600 teve algumas alterações para ficar mais forte. Cabeçotes polidos, aumento das válvulas de admissão, novo comando de válvulas, redução no peso do volante do motor e um carburador Zenith 32 NDIX. Estas modificações elevaram a potência do motor para 90 HP.
O Woody era vendido em Kit, só a carroceria  por Cr$ 4.600,00, carroceria completa sem mecânica Cr$ 6.000,00 ou carroceria completa com chassi e motor 0 km por Cr$ 14.000,00.


Painel completo no Woody

O Bugre SS mais parecia um esportivo conversível do que propriamente um Buggy.
Usava a mesma mecânica VW, que poderia ser de 1200 a 2000 cc, faróis do VW TL, pára brisas  do VW Karmann Ghia e lanternas traseiras usadas nos ônibus da época. Capota removível em lona que poderia ser fechada com janelas de lona presas com  zíper e botões.
Rodas de aço de 14 polegas, tala 7 polegadas na frente e 9 polegadas atras, usava pneus F-70/14 Wide Oval.
O Bugre SS completo montado, com o comprador fornecendo a mecânica Cr$ 8.000,00 ou o Kit para montar Cr$ 6.150,00.




O Bugre SS usava o conjunto de faróis do VW TL

E por último o Reno, que também usava mecânica VW com chassi encurtado em 37 cm, rodas em aço de 14 polegadas com tala 7 polegadas na frente e 8 polegadas atrás.
Usava capota removível em fibra-de-vidro com um detalhe que lembrava os enfeites usados no Ford LTD.
Chamavam atenção os bancos dianteiros em estrutura tubular com duas tiras longitudinais de chapa de aço flexível, cada uma delas presa por quatro molas. Sobre estas tiras estão gomos estofados, separados uns dos outros por um espaço de 5 cm.
O Reno era vendido apenas em Kit para montar, nas cores branco, vermelho, preto, laranja, verde, azul e amarelo, por Cr$ 2.600,00 mais a capota em fibra-de-vidro por Cr$ 550,00.


Os bancos eram o grande diferencial do Reno


Em abril de 1972 o VW Sedan 1300, o carro nacional mais barato na época, custava Cr$ 14.638,00; Puma Spyder Cr$ 35.000,00; Jeep Universal Ford-Willys Cr$ 16.344,00.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

FORA DE SÉRIE - GURGEL XEF

Com apenas 312 cm centímetros de comprimento, menor que um Fiat 147 que media 374 cm,  e um entreeixos de apenas 1,80 m o Gurgel XEF nasceu para ser um pequeno carro de luxo- pequeno por fora e grande por dentro.
Construído em uma carroceria monobloco em fibra de vidro o XEF usava a mecânica VW 1600 a ar que poderia ser equipada com um ou dois carburadores, 58 CV que faziam o carro alcançar uma velocidade máxima de 138 km/h e caixa de marchas e 5 velocidades. Suspensão dianteira independente com barras de torção e feixes , traseira independente com molas helicoidais. Freios a disco nas rodas dianteiras e a tambor nas traseiras. Rodas de liga leve aro 13 e tala 5,5 polegadas, pneus radiais 175/70 SR 13.
Internamente bem equipado tinha capacidade para motorista e mais dois passageiros, todos nos bancos dianteiros.



Em novembro de 1983 o Gurgel XEF custava Cr$ 7.600.000,00; Ford Escort XR 3 Cr$ 8.117.000,00; Miura Spyder Cr$ 12.480.000,00;Chevette Hatch SL Cr$ 5.300.000,00.