quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
domingo, 12 de dezembro de 2010
Falando em Opala (2)
Não é mais meu mas é como se fosse. O Daniel, meu cunhado, comprou, pagou mas não levou.
Se está em meu nome e no meu garajão. Então é como se ainda fosse meu.
Mas a história começa antes, em 2007. Meu amigo Renato Sasse de Blumenau, que compra e vende carros antigos, tinha um Opala Especial 1973 que me interessava.
Lá fui eu novamente pra Blumenau ver mais um carro antigo.
Carro visto, aprovado só faltava o “acerto” financeiro.
Já falei aqui que eu tive um Landau.
Pois é! No acerto financeiro com o Opala entrava o Landau, o que “tava pegando” eram os $$$ que eu tinha que dar de volta. Acertos financeiros à parte comprei “outro” Opala.
Por dentro o Opala era perfeito.
Radio de época. Em fim nada a fazer.
A parte mecânica sem problemas. O motor um relógio.
Pintura muito boa.
Aliás, a cor é “Amarelo Gran Prix” código 161, a cor escolhida pela GM para a publicidade no lançamento do carro.
Mas... como sempre aquele mas... a parte debaixo do carro não era tão bonita como a de cima. Mas vem cá! Quem olha embaixo do carro? Eu olho!
Desta vez recorri a outro mecânico, chapeador, eletricista, pintor... o Leandro.
O Leandro é mecânico do meu amigo Wolf, mas nas horas de folga, com muito chororô ele faz um por fora.
-Leandro eu queria que o carro ficasse por baixo como é por cima! Disse eu.
-Como? Pergunta ele.
-Raspando tudo e pintando outra vez. Eu disse.
Carro suspenso, tira motor, caixa, suspensão, descarga, tanque de combustível e raspa.
Motor e caixa.
Tanque de combustível.
O início do processo de raspagem.
Depois de tudo bem raspado...
Jato de areia nas peças de suspensão, diferencial, rodas.
As peças da suspensão e rodas pintadas.
Carro pintado, hora de montar.
Agora sim, ficou tão bonito por baixo quanto por cima.
Pronto!
Opala Especial 1973 Amarelo Gran Prix.
sábado, 11 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
E por falar em Opala
O meu amigo Rossi Farias, que na época tinha uma revenda de carros, liga dizendo que tem um carro pra me mostrar.
-“Mazinho! Vem aqui na loja ver uma coisa!”
Fui até lá pra conferir. Era um Opala de Luxo 1978, 4 cilindros, cor bege areia metálico, interior monocromático com apenas 56.000km. Isto foi em outubro de 2003.
Pedi pra dar uma volta com o carro e no caminho encontrei meus amigos do Veteran Car Club de Criciúma Andrés (ex-presidente e um dos fundadores do clube) e Charles (o atual presidente).
Rodearam o carro, olharam por cima, por baixo, por dentro... lhes falei que a kilometragem era original, que tinha manual do proprietário, que havia sido comprado aqui mesmo na revenda Jugasa e pertenceu ao Dr.Sartóri, medico já falecido, e esteve guardado por muitos anos por seu filho Poti.
Se o que faltava era um incentivo pra comprar o carro posso dizer que os dois ajudaram. “Ta esperando o que pra comprar?” disseram.
Voltando pra loja do Rossi acertei o pagamento, parcelado, diga-se de passagem, e fui embora feliz da vida com meu “Opalão”.
A primeira coisa a fazer, uma revisão.
Levei o carro até a oficina de um mecânico conhecido dos meus tempos de juventude, o Célio Ghedin, e para minha surpresa ele disse:
-“Tu que comprou o carro do Dr.Sartóri? Eu que fazia as revisões pra ele, conheço esse carro de cabo a rabo, é todo original.”
Trocadas as molas que estavam “cansadas”, amortecedores novos, 5 pneus diagonais Pirelli Beta 6.95/14 zero, filtros, óleo, e pronto!
Defeitos do carro? Apenas os desgastes naturais do tecido dos bancos e o pára-lamas dianteiro esquerdo que havia sido mal consertado depois de uma leve batida, e aparentava estar meio “gordo”. Não havia nem sido retirado do lugar pra arrumar. Nada que desabonasse o carro.
Mas... pra mim sempre tem um mas, estes “defeitos” teriam que ser reparados.
Se o carro tivesse o interior preto sem problemas, mas marrom é outra conversa.
Recorri ao Magal, lembram do estofador que falei, pois é, eis ele aqui outra vez.
-“Trocar o tecido do banco não é problema disse ele, mas onde vais achar o marrom
original?”Disse o Magal.
-“Não tens uns metrinhos ai guardados?” Perguntei.
-“Não tenho e nem sei onde encontrar?” Me responde o Magal.
Mas não desisti e comecei a caçada ao tecido.
Mas quem tem amigo tem tudo. E meu amigo Montanha, é o tamanho do cara e do coração dele, encontrou em Londrina-PR o tecido marrom original do Opala 78.
Como a parte de curvim estava em muito bom estado foi reaproveitada.
Bancos recuperados só faltava o pára-lamas meio “gordo”, mas quase ninguém
“enxergava” o defeito. Imaginem o tamanho do defeito. E foi ficando assim mesmo.
Até que um dia... barbeiragem.
Como o retrovisor direito faz falta.
Ao estacionar no garajão não percebi que o Opala estava perto demais do Landau, sim
também já tive um Landau 80 e o estrago estava feito.
Agora não tinha jeito, já que tinha que recuperar o arranhão já arrumo o pára-lamas
dianteiro.
Serviço feito meu filho João Paulo disse:
-“Pai, bem que tu poderias me dar esse Opala!”
Como ele tinha 13 anos na época eu disse sim.
Agora ele tem 18 e quem diz que não é dele! Mas ainda está em meu nome e eu quem
“cuido” e ando com ele.
Tempos depois meu concunhado Bruno, de Porto Alegre, me presenteia com um ar
condicionado que ele tinha guardado há muito tempo.
Ar condicionado revisado e instalado, ficou assim.
O carro mantém os pára-choques originais.Rodas originais com sobre-aros e pneus novos.
Interior totalmente original. Notem que o carpete desbotou onde não ficou coberto pelo tapete de borracha colocado quando o carro foi comprado.
Os tapetes de borracha já desgastados.
Laterais de portas.
Plaqueta de identificação.
Caixa de fusíveis e chicote originais, notem a cor dos fios, sem gambiarras.
Até a capa protetora do extintor de incêndio.
Bancos e cintos de segurança.
Motor 4 cilindros 151.
Porta malas ainda com o tapete original e estepe zero.
A kilometragem hoje.
Certificado de originalidade.
Fica mais bonito ainda com essa placa.
Cá pra nós este foi barbada!!! Não se pode nem chamar de restauração.
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