quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Falando em Opala (2)

Não é mais meu mas é como se fosse. O Daniel, meu cunhado, comprou, pagou mas não levou.
Se está em meu nome e no meu garajão. Então  é como se ainda fosse meu.
Mas a história começa antes,  em 2007. Meu amigo Renato Sasse de Blumenau, que compra e vende carros antigos,  tinha um Opala Especial 1973 que me interessava.
Lá fui eu novamente pra Blumenau ver mais um carro antigo.
Carro visto, aprovado só faltava o “acerto” financeiro.
Já falei aqui que eu tive um Landau.
Pois é! No acerto financeiro com o Opala entrava o Landau,  o que “tava pegando” eram os $$$ que eu tinha que dar de  volta.  Acertos financeiros à parte comprei “outro” Opala.

Por dentro o Opala era perfeito.
Radio de época. Em fim nada a fazer.


A parte mecânica sem problemas. O motor um relógio.
Pintura muito boa.


Aliás, a cor é “Amarelo Gran Prix” código 161, a cor escolhida pela GM para a publicidade no lançamento do carro.

Mas... como sempre aquele mas... a parte debaixo do carro não era tão bonita como a de cima. Mas vem cá! Quem olha embaixo do carro? Eu olho!
Desta vez recorri a outro mecânico, chapeador, eletricista, pintor... o Leandro.
O Leandro é mecânico do meu amigo Wolf, mas nas horas de folga, com muito chororô ele faz um por fora.
-Leandro eu queria que o carro ficasse por baixo como é por cima! Disse eu.
-Como? Pergunta ele.
-Raspando tudo e pintando outra vez. Eu disse.


Carro suspenso, tira motor, caixa, suspensão, descarga, tanque de combustível e raspa.


Motor e caixa.


Tanque de combustível.


O início do processo de raspagem.


Depois de tudo bem raspado...





Jato de areia nas peças de suspensão, diferencial, rodas.


As peças da suspensão e rodas pintadas.



Carro pintado, hora de montar.





Agora sim, ficou tão bonito por baixo quanto por cima.





Pronto!
                                                  Opala Especial 1973 Amarelo Gran Prix.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Publicidade

                                                       Quem não queria ter um desses?



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

E por falar em Opala

O meu amigo Rossi Farias, que na época tinha uma revenda de carros, liga dizendo que tem um carro pra me mostrar.
-“Mazinho! Vem aqui na loja ver uma coisa!”
Fui até lá pra conferir. Era um Opala de Luxo 1978, 4 cilindros, cor bege areia metálico, interior monocromático com apenas 56.000km. Isto foi em outubro de 2003.
Pedi pra dar uma volta com o carro e no caminho encontrei meus amigos do Veteran Car Club de Criciúma Andrés (ex-presidente e um dos fundadores do clube) e Charles (o atual presidente).
Rodearam o carro, olharam por cima, por baixo, por dentro... lhes falei que a kilometragem era original, que tinha manual do proprietário, que havia sido comprado aqui mesmo na revenda Jugasa e pertenceu ao Dr.Sartóri, medico já falecido, e esteve guardado por muitos anos por seu filho Poti.
Se o que faltava era um incentivo pra comprar o carro posso dizer que os dois ajudaram. “Ta esperando o que pra comprar?” disseram.
Voltando pra loja do Rossi acertei o pagamento, parcelado, diga-se de passagem, e fui embora feliz da vida com meu “Opalão”.
A primeira coisa a fazer, uma revisão.
Levei o carro até a oficina de um mecânico conhecido dos meus tempos de juventude, o Célio Ghedin, e para minha surpresa ele disse:
-“Tu que comprou o carro do Dr.Sartóri? Eu que fazia as revisões pra ele, conheço esse carro de cabo a rabo, é todo original.”
Trocadas as molas que estavam “cansadas”, amortecedores novos, 5 pneus diagonais Pirelli Beta 6.95/14 zero, filtros, óleo, e pronto!

Defeitos do carro? Apenas os desgastes naturais do tecido dos bancos e o pára-lamas dianteiro esquerdo que havia sido mal consertado depois de uma leve batida, e aparentava estar meio “gordo”. Não havia nem sido retirado do lugar pra arrumar. Nada que desabonasse o carro.
Mas... pra mim sempre tem um mas, estes “defeitos” teriam que ser reparados.
Se o carro tivesse o interior preto sem problemas, mas marrom é outra conversa.
Recorri ao Magal, lembram do estofador que falei, pois é, eis ele aqui outra vez.
-“Trocar o tecido do banco não é problema disse ele, mas onde vais achar o marrom
original?”Disse o Magal.
-“Não tens uns metrinhos ai guardados?” Perguntei.
-“Não tenho e nem sei onde encontrar?” Me responde o Magal.
Mas não desisti e comecei a caçada ao tecido.
Mas quem tem amigo tem tudo. E meu amigo Montanha, é o tamanho do cara e do coração dele, encontrou em Londrina-PR o tecido marrom original do Opala 78.
Como a parte de curvim estava em muito bom estado foi reaproveitada.


Bancos recuperados só faltava o pára-lamas meio “gordo”, mas quase ninguém
“enxergava” o defeito. Imaginem o tamanho do defeito. E foi ficando assim mesmo.
Até que um dia... barbeiragem.
Como o retrovisor direito faz falta.
Ao estacionar no garajão não percebi que o Opala estava perto demais do Landau, sim
também já tive um Landau 80 e o estrago estava feito.
Agora não tinha jeito, já que tinha que recuperar o arranhão já arrumo o pára-lamas
dianteiro.
Serviço feito meu filho João Paulo disse:
-“Pai, bem que tu poderias me dar esse Opala!”
Como ele tinha 13 anos na época eu disse sim.
Agora ele tem 18 e quem diz que não é dele! Mas ainda está em meu nome e eu quem
“cuido” e ando com ele.
Tempos depois meu concunhado Bruno, de Porto Alegre, me presenteia com um ar
condicionado que ele tinha guardado há muito tempo.
Ar condicionado revisado e instalado, ficou assim.
O carro mantém os pára-choques originais.
Rodas originais com sobre-aros e pneus novos.

Interior totalmente original. Notem que o carpete desbotou onde não ficou coberto pelo tapete de borracha colocado quando o carro foi comprado.

Os tapetes de borracha já desgastados.

O painel e volante perfeitos.

Laterais de portas.
Plaqueta de identificação.

Adesivo de instruções sobre pressão dos pneus.

Caixa de fusíveis e chicote originais, notem a cor dos fios, sem gambiarras.
Até a capa protetora do extintor de incêndio.
Bancos e cintos de segurança.

Motor 4 cilindros 151.

                                                       Forro impecável.
Porta malas ainda com o tapete original e estepe zero. 

                                                  Simplesmente imaculado.

A kilometragem hoje.

                                                      O carro como está hoje.
                                                 Certificado de originalidade.
Fica mais bonito ainda com essa placa.
                     Cá pra nós este foi barbada!!!  Não se pode nem chamar de restauração.