sexta-feira, 5 de junho de 2015

GOL CABRIOLET 1981



Logo após o lançamento do VW Gol, no início da década de 80, a concessionaria Dacon de São Paulo lançou o Gol Cabriolet.
A dificuldade maior em transformar um carro fechado em conversível é a torção da carroceria. Para isso a Dacon resolveu o problema do Gol conversível fazendo uma gaiola, que corria na linha abaixo das portas, subia junto à coluna e se unia no topo. 
Na frente ela subia junto ao painel e terminava perto das colunas da suspensão.


Externamente ele se destacava pela grade preta com quatro faróis, faróis de milha sob os pára-choques e spoiler.



Na traseira lanternas caneladas, nas laterais as rodas de liga leve davam um toque.
Com a capota abaixada podia-se ver as molduras circundando os vidros, e uma faixa estreita unindo as duas laterais na altura do fim das portas.


O interior em couro preto dava luxo e ao mesmo tempo esportividade ao conversível.
A estrutura do painel era a mesma porém usava os instrumentos da linha Passat. O carro contava ainda com vidros elétricos verdes e pára-brisas degradê, rádio AM/FM com toca-fitas completavam o interior.


O porta-malas foi sacrificado em função do estepe.


Porém a grande sacada foi a troca do motor 1300 cm³ a ar pelo 1600 cm³ a agua do Passat TS, que dobrava sua potência de 50 para 96 cv ainda que usando a caixa de câmbio original do Gol.

Em agosto de 1981 o carro custava Cr$1.500.000,00, mais ou menos o preço de um Chevrolet Opala Diplomata.
Fonte: Revista Quatro Rodas agosto de 1981

quarta-feira, 3 de junho de 2015

II ENCONTRO BRASILEIRO DE AUTOS ANTIGOS - ÁGUAS DE LINDÓIA - 2015

 Começa no próximo dia 04 de junho e vai até dia 07 o II Encontro Brasileiro de Autos Antigos em Águas de Lindóia-SP.


O tradicional evento mudou de mãos mas parece que não perdeu o rumo, as inscrições por internet já estão encerradas e só poderão ser feitas no local do evento.



Mais informações clique aqui e vá direto ao site do evento.

terça-feira, 2 de junho de 2015

JUNTOS E MISTURADOS 2015

Aconteceu no último final de semana a 4ª edição do Juntos e Misturados, encontro de Opalas, Antigos e Hots, no Shopping Mundo Car em São José-SC.
Meu amigo Ricardo me enviou as fotos.









































segunda-feira, 1 de junho de 2015

DARDO F - 1.3

Minha fascinação por esportivos fora-de-série das décadas de 70/80 se dão principalmente pelo que a indústria automobilística brasileira "não" ofereceu naquele tempo. Digo não ofereceu porque convenhamos, Fusca, Chevette, Corcel, Fiat 147 entre tantos outros eram simples veículos de locomoção. 
Não fosse pelo Maverick GT, Opala SS, Charger R/T e Passat TS estas décadas teriam passado em branco.
Daí as pequenas fábricas de veículos fora-de-série terem feito tanto sucesso, apesar de não serem maravilhas sobre rodas.



Revendo a edição número 232 de novembro de 1979 da revista Quatro Rodas me deparei com o teste do Dardo F - 1.3. A grande diferença deste para os outros tantos fora-de-série daquele tempo era sem dúvida sua motorização Fiat, e quem construiu o carro foi ninguém menos do que Toni Bianco e fabricado pela Corona S.A.
Mas seu projeto original era Bertone e o carro era cópia do Fiat X 1/9 que era produzido na Itália.
Sua carroceria em fibra de vidro em cunha e  teto removível deram ao carro uma aparência esportiva e boa penetração aerodinâmica.


Na dianteira faróis escamoteáveis, pára-choques embutido na carroceria e spoiler formavam um conjunto agradável.
 Na traseira lanternas do Alfa Romeo 2300 e pára-choques embutidos.


Interior em couro nos bancos, laterais de porta e painel davam requinte ao carro, que contava com ar condicionado, mas o painel da Variant II não combinava com o luxo.


Por usar mecânica Fiat o carro usava plataforma em três partes (dianteira, central e traseira) feitas com tubos de seção retangular integradas por caixas de chapa triangular. O conjunto assim "amarrado" era mergulhado em fibra de vidro e posteriormente unido à carroceria sob pressão.
Mas o diferencial do Dardo F - 1.3 se dava pela localização central de seu motor de 1.297 cm³, o mesmo do Fiat Rallye, que lhe rendia 72 cv. 
Freios à disco nas quatro rodas, aros 13 de liga leve tala 5,5 pol e pneus radiais 165/70/13 completavam o carro.
Em novembro de 1979 o Dardo F - 1.3 custava Cr$ 424.000,00, o Fait Rallye Cr$ 169.690,00; MP Lafer Cr$ 303.921,00; Bianco S Cr$ 350.750,00.