segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

BUROCRACIA - PUMA GTS 1973

As fotos do meu Puma GTS 1973 sendo embarcado em uma carreta para Petrópolis-RJ foram feitas em janeiro de 2016.
O mesmo Puma de que falei aqui quando comprei em novembro de 2014.
Mas o que então o carro faz voltando pra Petrópolis?
Explico: quando comprei o carro em novembro de 2014, e o trouxe pra Criciúma-SC, a primeira coisa que fiz foi transferir a documentação para o meu nome.
Entreguei ao meu despachante os documentos devidamente autenticados para que ele desse entrada junto ao Detran para formalizar a transferência. Porém para minha surpresa fui informado que no documento não constavam o número do motor e a potência do mesmo.
Imediatamente contactei o Maicon, que me vendeu o carro em Petrópolis, e pedi a ele que providenciasse a inclusão dos dados junto ao Detran de lá.
Aí começou o meu calvário. 
Enviei para Petrópolis os documentos que estavam aqui em Santa Catarina para o Maicon, que perdeu a conta de quantas vezes esteve no Detran-RJ para alterar a documentação. 
Durante todo o ano de 2015 foram inúmeras idas do Maicon ao Detran até que em novembro daquele ano recebi a notícia que o documento finalmente iria receber as alterações. Nossa alegria durou pouco. 
Para que os dados fossem incluídos no sistema o carro precisaria passar por uma vistoria. Como o Puma estava aqui em Criciúma fui até o Detran daqui e solicitei uma "Vistoria Lacrada" , que nada mais é uma vistoria feita pelo Detran-SC, que lacra o documento e envia para o Detran-RJ. Ai veio a má notícia: o Detran de Petrópolis não aceita a tal "Vistoria Lacrada". 
Não precisa nem dizer que o Maicon tentou argumentar que o carro estava em Santa Catarina, em vão.
Em janeiro de 2016, conforme as fotos, o carro retornou à Petrópolis.




Porém a história não termina aqui.
Assim que o carro chegou em Petrópolis o Maicon providenciou a vistoria e novamente ficamos aguardando a inclusão dos tais dados no sistema.
Mais infindáveis idas ao Detran.
Passados  mais 11 meses, e somente depois de contratar um despachante é que conseguimos resolver o problema.
Finalmente em 21 de dezembro, depois de 2 anos e toda a burocracia, o meu Puma GTS 1973 voltou pra casa.


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL


Estamos novamente às vésperas do Natal ! 
O Autos Clássicos agradece a todos que prestigiaram com suas visitas e comentários e que 2017 seja de muita saúde e alegria e com muitos "velhinhos" na garagem!!!


domingo, 18 de dezembro de 2016

ACESSÓRIOS - BANCO RECARO

Sonho de consumo da geração que viveu nos anos 80/90 os Bancos Recaro eram desejados.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

NEO COLECIONÁVEIS

Frequentemente sou questionado sobre quais os requisitos para que um carro tenha placas pretas.
Primeiro faço uma breve explanação do que considero importante no antigomobilismo.
O conhecimento e companheirismo, pois antes de tudo temos que conhecer a história do automóvel e à partir dai fazermos amigos no meio antigomobilista. Depois tento explicar os requisitos exigidos para a cobiçada placa preta.
Na realidade o Certificado de Originalidade, que é emitido pela FBVA-Federação Brasileira de Veículos Antigos e não destes "aventureiros" que cobram por elas.
Primeiramente o antigomobilista deve ser sócio de um clube de veículos antigos, filiado à FBVA- a maioria destes clubes exige um período de 6 meses a 1 ano de participação efetiva no clube- , pois o veículo passará a fazer parte do acervo deste clube.
O veículo deve ter no mínimo 30 anos, e aí a razão deste post.
Estar em boas condições.
Ser aprovado por uma comissão do clube em uma vistoria, e alcançar no mínimo 80 pontos na referida vistoria, que pode alcançar no máximo 100 pontos.
Juntado à vistoria documentos do veículo e do proprietário, estes serão enviados à FBVA que aprovará ou não e, caso positivo, envia para o clube o Certificado de Originalidade em 3 vias. Uma para o clube, uma para o proprietário do veículo e outra para ser entregue ao Detran.
De posse de uma das vias, o proprietário do veículo se dirige até o Detran de sua cidade e encaminha a solicitação de um novo DUT onde irá constar no campo "Epécie/Tipo" a palavra "COL" de coleção.
Em resumo este é o procedimento.
Porém o que me motivou fazer este post foi o fato de vermos nos encontros de antigos e nas ruas veículos chamados "Neo Colecionáveis", ou seja veículos produzidos há 30 anos, em 1986 por exemplo. 
Alguns exemplos estão retratados aqui como o Gol GT,  Escort XR3,  Monza SR e Kadett GSI Conversível, esportivos da época em fotos da Revista 4 Rodas.





Porém, não menos atraentes e bonitos, carros que até poucos anos não eram muito valorizados hoje estão se tornando cobiçados no meio antigomobilista.
Exemplo do Voyage LS 1985, que mostrei aqui,  do meu amigo Ricardo, e que foi premiado no 24º Encontro Sul Brasileiro de Veículos Antigos em Bento Gonçalves em 2015.



Ômega CD


Santana CD


O que para os mais velhos, acostumados com veiculos importados das décadas de 30/40/50 ou mesmo nacionais de 60/70,  pode parecer estranho, vai se tornar cada vez mais comum nos encontros de veículos antigos. Os produzidos nas décadas de 80/90, ou seja os Neo Colecionáveis.
Quem tiver grana e paciência pode apostar nestes que cada vez mais serão valorizados.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

HONDA CBX 750 FOUR

Em 1986 os brasileiros amantes do motociclismo se extasiaram com a nova Honda CBX 750 Four. Depois de um jejum de dez anos enfim o ronco de um motor 4 cilindros poderia ser ouvido novamente por nossas ruas e estradas.
Capaz de fazer de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e atingir mais de 200 km/h, apesar de contar com parcos 82cv, a nova "setegalo" trazia inovações em sua ciclística com suspensão dianteira hidropneumática e suspensão traseira monochoque Pró-Link.


Os freios duplos à disco na dianteira e simples na traseira, com pistões duplos, eram um importante fator de segurança. A maior novidade entretanto foi o sistema antidive (anti mergulho) no garfo dianteiro, o que evitava que a moto "mergulhasse" em freadas mais fortes.
Motor de 4 cilindros em linha, duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro, alimentado por quatro carburadores de vácuo constante. 
Com um câmbio de 6 marchas, boa posição de dirigir, ótima iluminação fornecida pelos faróis duplos, painel completo e bom acabamento, pois o índice de nacionalização beirava os 25%, a moto impressionava.


Porém a Honda CBX 750 Four trouxe com ela um elemento pouco apreciado, o preço. Crz$150.000,00, o preço de um Monza SL/E ou um Santana CD.