segunda-feira, 14 de julho de 2014

domingo, 13 de julho de 2014

ENCONTRO DE DOMINGO

Neste belo domingo de sol levei a XL para "tomar sol" no estacionamento da prefeitura e encontrar os amigos.









quarta-feira, 9 de julho de 2014

TABELA PREÇOS MOTOS 1972

Já disse aqui que uma de minhas paixões são as motocicletas, e sempre que encontro algo interessante sobre motos publico no Autos Clássicos.
No início da década de 70 o Brasil ainda não produzia motocicletas, o jeito então era importar. Europeias como as Norton, Triumph, Ducati, Moto Guzzi, MV Agusta, Benelli e Laverda, americanas como Harley Davdson ou as japonesas Honda, Kawasaki, Suzuki e Yamaha., eram vistas rodando principalmente nas grandes cidades brasileiras.
Encontrei na edição nº145 da revista 4 Rodas de agosto de 1972 uma tabela de preços das principais motos à venda no Brasil naquele ano.







Para se ter uma ideia de como as motos não eram baratas naquela época podemos comparar com os automóveis nacionais, desde o mais barato, o VW Sedan 1300 Cr$ 14.989,00 até o mais caro, Ford LTD Landau Cr$ 67.443,00. Ou ainda os esportivos VW SP 2 Cr$ 29.900,00, Puma GTE 1600 Cr$ 31.500,00, GM Opala SS Cr$ 35.955,00 e Dodge Charger R/T Cr$ 48.785,00.
As motos naquela época não eram mesmo para qualquer mortal.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

PERUA MAVERICK

Na década de 70 somente a GM produzia uma "perua" grande, a Caravan, mesmo assim só na versão 2 portas. Então uma concessionária de São Paulo, a Souza Ramos, criou o que passou a ser chamado de Parua Maverick, usando como base o Ford Maverick sedan de 4 portas em qualquer uma das versões, Super, Super-Luxo ou LDO com motorização de 4 ou 8 cilindros.
A transformação era feita com exclusividade para a Souza Ramos por uma empresa chamada Sul Americana, especializada em carrocerias de ônibus, ambulâncias e veículos policiais.
A transformação consistia em cortar a capota um pouco à frente da coluna central, eliminando a tampa do porta malas e o vidro traseiro. Uma nova capota de aço estampado com reforços longitudinais era soldada à capota dianteira e às laterais. Diminuíam as colunas traseiras para que ficassem da mesma espessura das dianteiras.
Para evitar problemas de torção na carroceria eram colocadas barras de reforço transversais e vidros eram colocados nas laterais, o que gerava uma grande área envidraçada .
O painel traseiro era cortado verticalmente até o nível do assoalho do porta malas, a perua ganhava então uma grande porta traseira feita em fibra de vidro sustentada por amortecedores à gás. 
Internamente o banco traseira também era modificado, usava a estrutura da Belina, que permitia que o banco fosse rebatido.





Em abril  de 1978 uma Perua Maverick na versão Super Luxo com motor 4 cilindros custava Cr$160.000,00, o Maverick Sedan com mesma configuração Cr$ 114.943,00 e  a Caravan  4 cilindros Cr$ 120.178,00.

Fonte: Revista 4 Rodas.

domingo, 6 de julho de 2014

ENCONTRO DE DOMINGO

Depois de algumas semanas voltamos ao estacionamento da prefeitura de Criciúma-SC para colocar os "velhinhos" no sol.







terça-feira, 1 de julho de 2014

VENENO- COMO ENVENENAR SUA BRASÍLIA

Uma maneira "caseira" de deixar seu carro mais potente na década de 70 era "envenenar" o motor, ou seja, colocar uns cavalinhos a mais para fazer um "racha" no fim de semana.
A VW Brasília, que era equipada com o motor a ar e ventoinha em pé, podia ser "mexida", até um certo limite, sem apresentar problemas de refrigeração.
A Brasília já era barulhenta por natureza mas quem se importava com mais alguns decibéis se isso representasse um ganho de potência. 
Originalmente ela rendia 60 HP a 4.600 rpm, e conforme testes da revista 4 Rodas, alcançava uma velocidade máxima de 128 km/h, cá pra nós nada muito emocionante.
Porém tinha um motor relativamente fácil de ser mexido, e dependendo do "bolso" de cada um podia render até 100 HP. Se o proprietário optasse por uma mexida digamos "leve", com apenas a troca de carburação, o processo era bastante simples e o carro podia ultrapassar fácil os 130 km/h.
Existia ainda a opção intermediária, onde a potência ficava entre 65 e 75 HP e alcançavam 150/160 km/h.
Mas se você quisesse um motor mais "bravo" a coisa mudava. Primeiro era necessário trocar o kit, aumentando a cilindrada, usar peças especiais balanceadas, melhor sistema de lubrificação e refrigeração para suportar o giro mais alto. Também era necessário "aliviar" o peso de volantes e polias, usar virabrequim roletado e molas de válvulas calçadas. 
Além de mexer no motor a suspensão também recebia modificações. Rebaixar a suspensão através de um regulador dianteiro, rebaixamento da suspensão traseira com instalação de um estabilizador e rodas mais largas, aço ou magnésio.
Mas motores com taxa de compressão maiores que 7,5:1 exigiam gasolina azul.
A edição nº de setembro de 1974 trazia algumas opções de peças e preços para o "veneno".


Em setembro de 1974 a VW Brasília custava Cr$ 24.294,00