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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

FIAT PRÊMIO SULTAN TARGA



Era comum nas décadas de 80 e 90 algumas concessionárias transformarem carros de linha  em carros especiais.
Já falei aqui da Sulam que transformou o VW Passat no Passat Audi Quattro Sulam, falei aqui na Souza Ramos que modificou um Ford Maverick e transformou em Perua mas não lembrava do Fiat Prêmio Sultan Targa, que como a Perua Maverick também era transformado pela Sul Americana, empresa especializada em modificar carros na época.
Aliás o Fiat Prêmio nunca chamou a atenção pela beleza, mas na configuração Targa até que ficou legal.
Pois na edição nº 307 de fevereiro de 1986, e lá se vão 30 anos, da Revista Quatro Rodas tivemos o teste o Sultan Targa.
Tendo como base um Fiat Prêmio CS 1.5, foram conservadas parte do teto e das laterais, mesmo assim o carro recebeu reforços para evitar torção.
O carro é quase um conversível pois o grande teto solar aliado à meia capota de lona o deixaram muito divertido e agradável.



Externamente o Targa difere do Prêmio comum por sua nova dianteira, com quatro faróis, grade exclusiva e um grande spoiler com faróis de neblina acoplados. Nas laterais painéis de plástico e abas nos para lamas, além de um pequeno defletor na tampa do porta malas. 
Rodas esportivas de 5.5 polegadas e pneus 175/70 SR13 e uma pintura pra lá de chamativa completavam o look externo.



Internamente recebeu bancos esportivos com encosto reclinável, volante esportivo do Uno SX, vidros elétricos e toca fitas Roadstar( já tive um ).
Em fevereiro de 1986 o Prêmio CS custava Cr$ 60 milhões e mais Cr$ 45 milhões para transformá-lo em Targa .


Além da Sultan, a Mirafiori S.A. Distribuidora de Veículos em São Paulo,  também fez "seu" Targa.
Este diferenciava do Sultan por ter a capota traseira menor, teto solar não removível, forração do teto em veludo, protetor de courvin para a capota, fecho eletromagnético do porta malas, janelas laterais com vidros RayBan e rodas esportivas Jolly. Esta modificação básica custava Cr$ 60 milhões, mas se o cliente quisesse o Kit Racing, com grade dianteira de quatro faróis, spoiler frontal, painéis laterais e saias nos pára lamas teria que desembolsar mais Cr$ 12 milhões. Se ainda assim o cliente quisesse mais exclusividade como bancos e revestimento das laterais em couro e pintura perolizada era só tirar mais Cr$ 39 milhões do bolso. 
Ficava caro o carrinho!



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

MIURA 1986

Aldo Auto Capas era uma fábrica de bancos esportivos para automóveis em Porto Alegre-RS, de propriedade de Aldo Besson e Itelmar Gobbi.
Pois a fabrica de bancos transformou-se em uma fábrica de automóveis, os automóveis Miúra.



Iniciada em 1976 produzindo o Miúra com mecânica da VW Brasília, no qual já falei aqui, o carro evoluiu e em 1986 produziam os Miúra Saga, Miúra Targa e Miúra Spider, sendo que o Saga era considerado o top de linha, devido aos vários equipamentos de série.

Faróis escamoteáveis.


Aliás os equipamentos eram surpreendentes para a época pois o carro até falava. Uma voz sintetizada por computador indicava que o motorista e passageiros deveriam atar o cinto de segurança, completar o tanque de combustível, travar as portas ou mesmo soltar o freio de mão. Interior refinado e um completíssimo painel que continha até mesmo uma pequena TV e portas que abriam por controle remoto, não havia fechadura externa.



Motor VW 1.8


Equipado com o motor 1.8 do Santana, o Miúra possuia freios a disco nas quatro rodas, pneus 195/60 -14 e rodas de liga leve.
Agora o Miúra não usava mais o chassi VW e sim um chassi tubular, mas a carroceria continuava sendo produzida em fibra de vidro.

Fonte: Revista Quatro Rodas

terça-feira, 7 de julho de 2015

VEÍCULOS ESPECIAIS

A década de 80 fez com que a criatividade de algumas revendas de automóveis e lojas especializadas em acessórios fizessem desde pequenas intervenções até as radicais mudanças nas estruturas dos carros.
Seja trocando o volante por um modelo esportivo, rodas de liga, descargas personalizadas até a transformação em um conversível ou limosine.
Revendas como a Sulam, Dacon e Envemo ou lojas especializadas El Rabit, Jumbo Car Center, Rodão e tantas outras faziam o serviço.
Podia-se "investir" de Cr$100.000,00 trocando o volante; espelho retrovisor; rack; spoiler. Cr$500.000,00 pára-choques com spoiler integrado; banco Recaro; jogo de rodas de liga leve...
Cr$1.000.000,00 Kit Audi Quattro para Gol/Voyage (pintura incluida); teto solar; nova frente com quatro faróis; console...
Cr$6.000.000,00 ar condicionado; vidros elétricos; painel de instrumentos especiais; transformação em Targa ou executivo.
As opções eram muitas.
Vejam alaguns exemplos:

Escort Rodão


Gol Audi Sulam 


Gol Cabriolet Sulam 


Monza Conversível Sulam


Monza Plus Envemo


Santana Línea Studio Sulam


 Voyage Cabriolet Sulam


Pick Up Rodão


Em maio de 1984 com Cr$ 7.800.000,00 podia-se comprar um Chevette Hatch SL; com Cr$ 6.800.000,00 um Fiat Spazio CL e com Cr$ 7.500.000,00 um Gol LS.

terça-feira, 30 de junho de 2015

PUMA GTI 1983

O blog de leilões e vendas Hemmings anunciou hoje um Puma GTE 1983, lá o fora-de-série brasileiro custa U$16.900,00, mais ou menos R$52.000,00.


Veja o blog e mais fotos da Hemmings aqui.

terça-feira, 16 de junho de 2015

MONZA CONVERSÍVEL ENVEMO

Se em meados da década de 80 você tivesse um Chevrolet Monza e quisesse transformá-lo em conversível era só entregá-lo à Envemo que ela se encarregava de fazer isso.


Tanto em um Monza 0km ou usado o trabalho consistia em desmontar completamente o interior do veículo e alguns componentes externos como faróis, pára-brisas e pára-choques e em seguida fazer uma "caixa sem tampa" para reforçar a estrutura monobloco.
Unindo as laterais do carro e passando por baixo das portas, esta caixa tinha seu ponto mais reforçado atrás do banco traseiro, que precisava ser reduzido para permitir a formação de um vão onde se aloja a capota quando recolhida. De bom diâmetro e em forma de V invertido, saiam daí dois tubos que iriam se unir, um de cada lado, aos reforços embutidos abaixo das portas.
Além de todas essas transformações estruturais ainda eram feitas várias outras no interior do carro como engates da capota no alto do pára-brisas, novas laterais traseiras para embutir os reforços e alto falantes entre outras.
A modificação interna ficava por conta dos bancos Recaro.


O custo da transformação Cr$10.000.000,00, quase um Gol BX a ar que custava Cr$ 14.362.525,00. em dezembro de 1984.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

GOL CABRIOLET 1981



Logo após o lançamento do VW Gol, no início da década de 80, a concessionaria Dacon de São Paulo lançou o Gol Cabriolet.
A dificuldade maior em transformar um carro fechado em conversível é a torção da carroceria. Para isso a Dacon resolveu o problema do Gol conversível fazendo uma gaiola, que corria na linha abaixo das portas, subia junto à coluna e se unia no topo. 
Na frente ela subia junto ao painel e terminava perto das colunas da suspensão.


Externamente ele se destacava pela grade preta com quatro faróis, faróis de milha sob os pára-choques e spoiler.



Na traseira lanternas caneladas, nas laterais as rodas de liga leve davam um toque.
Com a capota abaixada podia-se ver as molduras circundando os vidros, e uma faixa estreita unindo as duas laterais na altura do fim das portas.


O interior em couro preto dava luxo e ao mesmo tempo esportividade ao conversível.
A estrutura do painel era a mesma porém usava os instrumentos da linha Passat. O carro contava ainda com vidros elétricos verdes e pára-brisas degradê, rádio AM/FM com toca-fitas completavam o interior.


O porta-malas foi sacrificado em função do estepe.


Porém a grande sacada foi a troca do motor 1300 cm³ a ar pelo 1600 cm³ a agua do Passat TS, que dobrava sua potência de 50 para 96 cv ainda que usando a caixa de câmbio original do Gol.

Em agosto de 1981 o carro custava Cr$1.500.000,00, mais ou menos o preço de um Chevrolet Opala Diplomata.
Fonte: Revista Quatro Rodas agosto de 1981

segunda-feira, 1 de junho de 2015

DARDO F - 1.3

Minha fascinação por esportivos fora-de-série das décadas de 70/80 se dão principalmente pelo que a indústria automobilística brasileira "não" ofereceu naquele tempo. Digo não ofereceu porque convenhamos, Fusca, Chevette, Corcel, Fiat 147 entre tantos outros eram simples veículos de locomoção. 
Não fosse pelo Maverick GT, Opala SS, Charger R/T e Passat TS estas décadas teriam passado em branco.
Daí as pequenas fábricas de veículos fora-de-série terem feito tanto sucesso, apesar de não serem maravilhas sobre rodas.



Revendo a edição número 232 de novembro de 1979 da revista Quatro Rodas me deparei com o teste do Dardo F - 1.3. A grande diferença deste para os outros tantos fora-de-série daquele tempo era sem dúvida sua motorização Fiat, e quem construiu o carro foi ninguém menos do que Toni Bianco e fabricado pela Corona S.A.
Mas seu projeto original era Bertone e o carro era cópia do Fiat X 1/9 que era produzido na Itália.
Sua carroceria em fibra de vidro em cunha e  teto removível deram ao carro uma aparência esportiva e boa penetração aerodinâmica.


Na dianteira faróis escamoteáveis, pára-choques embutido na carroceria e spoiler formavam um conjunto agradável.
 Na traseira lanternas do Alfa Romeo 2300 e pára-choques embutidos.


Interior em couro nos bancos, laterais de porta e painel davam requinte ao carro, que contava com ar condicionado, mas o painel da Variant II não combinava com o luxo.


Por usar mecânica Fiat o carro usava plataforma em três partes (dianteira, central e traseira) feitas com tubos de seção retangular integradas por caixas de chapa triangular. O conjunto assim "amarrado" era mergulhado em fibra de vidro e posteriormente unido à carroceria sob pressão.
Mas o diferencial do Dardo F - 1.3 se dava pela localização central de seu motor de 1.297 cm³, o mesmo do Fiat Rallye, que lhe rendia 72 cv. 
Freios à disco nas quatro rodas, aros 13 de liga leve tala 5,5 pol e pneus radiais 165/70/13 completavam o carro.
Em novembro de 1979 o Dardo F - 1.3 custava Cr$ 424.000,00, o Fait Rallye Cr$ 169.690,00; MP Lafer Cr$ 303.921,00; Bianco S Cr$ 350.750,00.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

COMODORO E DEL REY LIMOSINE


Em meados da década de 80 algumas empresas disponibilizavam para seus clientes veículos modificados. 
Algumas modificações eram apenas estéticas, porém outras eram estruturais.
É o caso da Cia. Pereira Barreto de Automóveis, que encomendava as modificações à Sulam no caso do Opala Executivo e a Souza Ramos Indústria e Comércio que transformava o Del Rey ambos em limosines.
Na revista Quatro Rodas de  julho 82 podemos ver o teste destes dois carros.
Para transformar o Opala era necessário prendê-lo a um gabarito e cortá-lo ao meio, em seguida era feita uma seção intermediária de 30 cm no teto e nas colunas. Os reforços eram colocados nas bases das quatro colunas laterais . 
O Opala Executivo, no caso um Comodoro, vinha equipado com ar condicionado, direção hidráulica, motor 250 S, câmbio automático, vidros verdes, bancos altos, pneus radiais, rodas de liga leve e ar quente. 
Mas o espaço de 58 cm, 30 a mais do que o original, para os passageiros de trás é que fazia a diferença.


O Del Rey Executivo tinha 35 cm a mais do que o carro comum e poderia vir com qualquer opcional existente no mercado à época.
O carro testado por 4 Rodas era equipado com bancos de couro com encosto de cabeça, travas e vidros elétricos, luzes de leitura, dois relógios digitais, dois rádios AM/FM e toca-fitas, console traseiro com bar e saída para ar condicionado e isolamento acústico especial.
Para fazer o Del Rey Executivo a Souza Ramos cortava o carro ao meio depois das colunas das portas dianteiras, e enxertava um anel metálico de 35 cm de comprimento - internamente reforçado com cantoneiras e travessas- que ligava todo o conjunto do assoalho ao teto.


Externamente o Opala Executivo só apresentava modificações na lateral.


O Del Rey Executivo trazia grade, faróis, pára-choques e frisos laterais diferenciados.



A distância entre os bancos dianteiros e traseiros chegava a 58 cm no Opala Executivo.




O Del Rey Executivo tinha uma acabamento interno mais requintado, com bancos de couro, som e bar.



A transformação do Opala Comodoro em Executivo custava, em julho de 1982 Cr$ 785.000,00 e do Del Rey Cr$ 765.000,00  . Um VW 1300 zero kilometro custava Cr$ 715.425,00.

terça-feira, 12 de maio de 2015

PONTIAC XP-833 OU PONTIAC BANSHEE - PROTÓTIPO

Em 1964 a Pontiac, divisão de General Motors, trabalhava no protótipo de um carro esportivo de dois lugares em fibra-de-vidro .O então projetista da Pontiac, John Deloran  criou  o Banshee ou XP-833. Porém  a Chevrolet, temendo a concorrência com o Corvette, vetou o projeto que seria apresentado no New york Auto Show de 1964.
E o carro que poderia ser um sucesso não passou de um sonho, mas muito das linhas do XP-833 foram usadas na terceira geração do Corvette.
Caso o carro entrasse em produção usaria um motor V-8 de 3.769 cc com 165 hp, câmbio manual de 4 velocidades .













FONTE: Motor Trend

quarta-feira, 6 de maio de 2015

BIANCO NA CHINA

O presidente da FBVA Roberto Suga foi convidado para participar de um evento de carros antigos na China no segundo semestres deste ano. 
O presidente Suga escolheu para levar um Bianco, comprado aqui em Santa Catarina, que foi apresentado durante o XX Encontro Paulista de Autos Antigos em Campos do Jordão.

O carro estava exposto junto à barraca da FBVA 


Aqui meu amigo Renato, o presidente Suga e eu conhecendo o Bianco que irá para a China.


Na noite de premiação o Bianco na fila.


O carro sendo formalmente apresentado pelo presidente à plateia na noite de premiação.


Dona Edith Suga, mãe do presidente, de carona no Bianco.