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domingo, 21 de fevereiro de 2016

PASSAT GTS/MONZA SR/ GOL GT - 1986

Estes três esportivos da década de 80 ainda nos fazem suspirar.





Todos, equipados com motor 1.8, eram muito parecidos no quesito desempenho, com ligeira vantagem para o Passat.

Vejam os números:

                         Aceleração 0 a 100km/h           Velocidade Máxima
Passat GTS               11,46s                                      173,077 km/h
Gol GT                      11,84s                                      169,014 km/h
Monza SR                 12,17s                                      173,077 km/h

Os ingredientes de esportivo se faziam presentes como suspensão mais dura, motores potentes para os padrões da época, 99 cv no Monza e 106 cv no Passat e Gol, taxa de compresão 12,0:1, torque de 14,9 mkgf no Monza e 15,6 mkgf nos VW.

Faixas e rodas esportivas davam o toque especial na parte externa

No interior bancos Recaro para todos.
Qualquer um vai bem na minha garagem!



Fonte: Revista Quatro Rodas

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

GOL GT 1.8 1986 - TESTE

Lembro do Gol GT 1.8 preto do meu amigo Caio, no qual  fizemos uma viagem ao Rio de Janeiro para ver o Grande Prêmio do Brasil de  Formula 1 no extinto circuito de Jacarépagua em março de 1986.


A edição numero 306 de janeiro de 1986 da Revista Quatro Rodas traz o teste de um dos mais desejados esportivos da década de 80, o VW Gol GT 1.8. Agora usando o mesmo motor do Santana, de bielas longas, que fazia o GT  gastar 10,6s para chegar aos 100 km/h e alcançar a velocidade máxima de 167 km/h com sues 99 cv.


O novo motor VW trazia uma série de inovações como bloco com câmaras de circulação do liquido de arrefecimento otimizadas,  pistões confeccionados em liga leve, anéis de espessura reduzida e uma nova câmara de combustão, com o cabeçote inteiramente reprojetado.
Novo coletor de admissão, um carburador de duplo estágio e caixa de 5 velocidades,  tudo isso num motor exclusivamente à alcool. O motor à gasolina não era mais produzido para o GT.



Externamente os faróis auxiliares, as rodas de liga com pneus radiasi 185/60 14, os borrachões laterais,  um pequeno filete vermelho emoldurando a dianteira, pequeno spoiler sob o para-choques dianteiro e grafismo GT nas laterais e tampa traseira davam o ar agressivo ao carro.
Internamente o volante de quatro raios, grafismo dos mostradores em vermelho e os esportivos bancos Recaro faziam a diferença.



O VW Gol GT 1.8 1986 custava 13,2 milhões de Cruzeiros e o Ford Escort XR-3 15,3 milhões

Fonte: Revista Quatro Rodas

segunda-feira, 1 de junho de 2015

DARDO F - 1.3

Minha fascinação por esportivos fora-de-série das décadas de 70/80 se dão principalmente pelo que a indústria automobilística brasileira "não" ofereceu naquele tempo. Digo não ofereceu porque convenhamos, Fusca, Chevette, Corcel, Fiat 147 entre tantos outros eram simples veículos de locomoção. 
Não fosse pelo Maverick GT, Opala SS, Charger R/T e Passat TS estas décadas teriam passado em branco.
Daí as pequenas fábricas de veículos fora-de-série terem feito tanto sucesso, apesar de não serem maravilhas sobre rodas.



Revendo a edição número 232 de novembro de 1979 da revista Quatro Rodas me deparei com o teste do Dardo F - 1.3. A grande diferença deste para os outros tantos fora-de-série daquele tempo era sem dúvida sua motorização Fiat, e quem construiu o carro foi ninguém menos do que Toni Bianco e fabricado pela Corona S.A.
Mas seu projeto original era Bertone e o carro era cópia do Fiat X 1/9 que era produzido na Itália.
Sua carroceria em fibra de vidro em cunha e  teto removível deram ao carro uma aparência esportiva e boa penetração aerodinâmica.


Na dianteira faróis escamoteáveis, pára-choques embutido na carroceria e spoiler formavam um conjunto agradável.
 Na traseira lanternas do Alfa Romeo 2300 e pára-choques embutidos.


Interior em couro nos bancos, laterais de porta e painel davam requinte ao carro, que contava com ar condicionado, mas o painel da Variant II não combinava com o luxo.


Por usar mecânica Fiat o carro usava plataforma em três partes (dianteira, central e traseira) feitas com tubos de seção retangular integradas por caixas de chapa triangular. O conjunto assim "amarrado" era mergulhado em fibra de vidro e posteriormente unido à carroceria sob pressão.
Mas o diferencial do Dardo F - 1.3 se dava pela localização central de seu motor de 1.297 cm³, o mesmo do Fiat Rallye, que lhe rendia 72 cv. 
Freios à disco nas quatro rodas, aros 13 de liga leve tala 5,5 pol e pneus radiais 165/70/13 completavam o carro.
Em novembro de 1979 o Dardo F - 1.3 custava Cr$ 424.000,00, o Fait Rallye Cr$ 169.690,00; MP Lafer Cr$ 303.921,00; Bianco S Cr$ 350.750,00.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

PUMA GTS 1975 - TESTE

Não escondo de ninguém minha admiração pelo Puma, tanto é que tenho 3, vejam aqui
Sempre que encontro alguma matéria sobre o "felino" publico no Autos Clássicos.
A edição nº  180  de julho de 1975 da revista 4 Rodas traz o teste do Puma GTS , este seria o último ano em que o GTS/GTE viria com o chassi do Karmann Ghia, pois a VW iria descontinuar a fabricação do modelo. 



À partir de 1976 o Puma já viria com chassi da Brasília.
Mas vamos ao que dizia o teste.
A mecânica VW, no caso um 1.600 cm³ com dupla carburação e 71 cv, nunca esteve à altura deste esportivo. Já no início da matéria isso fica bem claro: " O Puma GTS pretende ser um Gran Turismo e, analisando sob este prisma decepciona, logo no primeiro contato, pela falta de potência."


Apesar da boa estabilidade, já que o entre-eixos do Karmann Ghia TC é encurtado em 25 cm, ótimos freios e pneus radiais o GTS não chega a impressionar como esportivo.



Os números, se comparados ao VW SP2 e ao Karmann Ghia TC, até que são superiores:
Velocidade máxima:
Puma GTS                  VW SP2             Karmann Ghia TC
153,52km/h                 150,62 km/h        137,40 km/h

Mas tanto o SP 2 quanto o TC nunca foram exemplos de potência.

Fabricado sobre a plataforma do VW Karmann Ghia TC encurtada em 25 cm, carroceria em fibra-de-vidro reforçado duas portas, dois lugares. Motor 1.600 cm³ e dupla carburação Solex 32 que rendem 71 cv a 4.700 rpm com taxa de compressão de 7,2:1 com uso de gasolina comum. Na época se indicava usar 1/2 gasolina comum e 1/2 gasolina azul. Aceleração de 0 a 100 km/h em 15,1s.
Rodas de magnésio de 5,5 polegadas e pneus 165/70/14 na dianteira e 185/70/14 na traseira. Opcionalmente poderia vir com rodas traseiras de 7 pol.
Pesando 730 kg e com um baixo coeficiente aerodinâmico, o GTS era muito econômico e chegava a fazer mais de 13 km/l, marca superior ao VW Sedan 1300 que fazia 12,7 km/l.
Claro que em um esportivo o que se espera é potência, não economia...
Apesar de ser um carro feito "artesanalmente" o acabamento nunca foi o forte dele. A capota feita sob medida para cada carro nunca foi um primor, e agua e poeira entram ser serem convidadas, apesar de ter sido elogiadas no carro testado.


A posição do volante, segundo a revista, também deixa à desejar, pois está em uma posição muito horizontal, o que dificulta a "pegada". O teste ainda detectou um angulo de abertura das portas muito pequeno; o reflexo do painel no pára-brisas foi apontado também como um defeito; as alças do fechamento da capota estariam em uma posição perigosa, bem na direção do centro da cabeça de motorista e passageiro.
Ao que parece o teste apontou mais defeitos do que qualidades. 
Como sou suspeito em falar até vejo algumas pequenas "falhas" mas no geral acho o carro excepcional.


Em julho de 1975 o Puma GTS custava Cr$ 62.042,00; Puma GTE Cr$ 61.703,00; MP Lafer Cr$ 64.521,00; VW SP 2 Cr$53.555,00; VW Sedan 1300 Cr$ 28.128,00.




 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

VENENO EM 1968

Não é de hoje se "envenena" o motor do carro para lhe dar mais potência.
Em uma matéria da revista 4 Rodas de fevereiro de 1968 já se falava nisso.
A discussão narrada na matéria já dizia:
"Duas horas da madrugada, na praia do Leblon. Os últimos fregueses do Chopp do Alpino estão indo embora, mas no posto de gasolina ao lado do bar, na esquina do Jardim de Alá com a praia, começam a aparecer carros barulhentos, com emblemas de escuderias nos vidros e equipamentos fora de linha. É a turma do postinho que está chegando depois de um "pega" nas pistas do Aterro do Flamengo. A discussão começa quando um dos rapazes salta de seu Karmann Ghia 1965 e reage às gozações da turma: 
- Só perdi para o Paulinho porque ele atacou de 1.300 envenenado.
 Com ar de desprezo, Paulinho ri  e lança o desafio.
- Isso não é nada, só quero ver quando chegar o Kit 1.600-S que mandei busca em São Paulo. Aí deixo até você largar na frente."
Aqui alguns dos emblemas das escuderias usadas pelos "preparadores".


A matéria traz dicas do então piloto Wilsinho Fitipaldi de como "envenenou" seu Fusca 67 com o kit 1.600-S que é a maneira mais fácil de aumentar a potência do carro, ou seja, aumento de cilindrada.

O Kit 1.600-S usado no carro de Wilsinho Fitipaldi.


Os números do teste feito no carro.



Porém existem outros "venenos" mais radicais, como aumento no sistema de alimentação com a troca de carburador e coletor de admissão, novo comando de válvulas (mais bravo), troca de válvula e coletor de escape além do silencioso.

O Kit 1.600-S usado no carro do Wilsinho custava, na época, NCr$ 315,00. Um Fusca 1.300 custava NCr$ 8.441,00

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

KARMANN GHIA TC/ VW TL / VW 1500 - TESTE

Revendo a edição nº 120 de agosto de 1970 da revista 4 Rodas vi o teste do Karmann Ghia TC, VW TL e Fuscão 1500.














segunda-feira, 21 de julho de 2014

VW 1600 - S - BIZORRÃO

Já falei aqui sobre "veneno" nos carros, ou seja, preparação de motores. Em 1974 a VW lançou o VW 1600 - S, que ficou mais conhecido com o Bizorrão, que nada mais era do que adaptar ao Fusca 1500 o motor da Brasília.
Era o motor boxer com 1584 cm³, comando único movido por engrenagens, três mancais na arvore de manivelas e taxa de compressão 7,2:1.
O Bizorrão ganhou ainda 2 carburadores Solex-32 PDSIT com coletores de dupla entrada e filtros de ar com elementos secos, colocados diretamente sobre cada carburador.
Este pequeno "veneno" dava ao Bizorrão 65 HP, 5 a mais que a Brasília, e fazia o carro chegar a 135,6 km/h, e fazer de 0 a 100 km/h  em 17,1 segundos, conforme dados da própria VW.
O escapamento esportivo tinha uma única saída voltada para o lado esquerdo, as rodas eram as mesmas do VW SP 2 com 5 polegas de largura e 14 polegadas de diâmetro e a tampa do motor ganhou uma entrada de ar de fibra de vidro pintada em preto fosco sobre a qual estava o logotipo  1600-S.
Internamente o Bizorrão ganhou carpet, bancos reclináveis, painel com conta-giros, velocímetro com desenho especial (números brancos sobre fundo preto) marcando até 160 km/h. Sob o cinzeiro um pequeno painel trazia mais três instrumentos: temperatura de óleo, amperímetro e relógio de horas. Alavanca de marchas mais curta coberta por uma proteção de courvin, volante Walrod preto.







Em dezembro de 1974 o VW 1600-S Bizorrão custava Cr$ 27.154,00; VW 1500 Cr$ 23.750,00; Karmann Ghia TC Cr$ 35.144,00 e VW SP 2 Cr$ 42.987,00.

Fonte: Revista 4 Rodas

domingo, 6 de abril de 2014

WILLYS INTERLAGOS -TESTE

Revendo a revista 4 Rodas nº 33 de abril de 1963 me deliciei com o teste do Willys Interlagos feito por Expedito Marazzi.


Diferente dos testes de hoje Expedito nos faz "sentir" o carro, desde a maneira correta do motorista  entrar e sair do carro até especificações técnicas.
Vejam o teste completo e deliciem-se.

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Em abril de 1963 o Willys Interlagos Berlinetta custava Cr$ 2.703.000,00; Cupê e Conversível Cr$ 2.541.000,00; Willys Gordini Cr$ 1.575.000,00; DKW Vemag Bel-Car Cr$ 2.298.000,00; VW Karmann Ghia Cr$ 2.752.000,00; Simca Rally Cr$ 3.190.000,00.

quinta-feira, 20 de março de 2014

HONDA CB 400 1980 - TESTE

Que as motos sempre foram minha paixão nunca neguei. Minha 2ª moto foi uma Honda CB 400 1981, e ao ver o teste da Honda CB 400 1980 na edição nº235 de fevereiro de 1980 a lembrança da minha CB veio imediatamente.

Vejam na íntegra o teste.



Fonte: Revista 4 Rodas

domingo, 9 de março de 2014

KARMANN GHIA AUTOMÁTICO 1968

Revendo a revista 4 Rodas de 1968 me deparei com o teste do Karmann Ghia Automático 1968 produzido na Alemanha.
Vejam a matéria na íntegra.